jan 232015
 

Excelente artigo sobre gestão do conhecimento, área que a informática tende a atuar no momento e ganhar ainda mais corpo em breve futuro.

Escrito por Annor da Silva Júnior, Caio Eduardo de Guido Polizel e Priscilla de Oliveira Martins da Silva, publicado na Revista Brasileira de Gestão de Negócios, em 2011, o artigo:

“Fatores Críticos de Sucesso para a Gestão do Conhecimento em uma Instituição de Educação Superior Privada” traz vários pontos de interesse para quem pretende atuar na área.

Leia o artigo.

 

out 242014
 

 

 

Projeto de Lei 6625

/2013 pode trazer incentivos fiscais para empresas de informática.

Certamente um setor estratégico para o país, incentivar, afastando a estonteante carga tributária nacional, é medida louvável.

Porém, entendo que falte um pouco mais de tecnicidade à Lei, o legislador trata a “start-up” como outras microempresas, impondo algumas regras que não são deste mundo, cito duas que entendo prejudicar o espírito que se defende na Lei:

Serão beneficiadas empresas com faturamento trimestral de até 30 mil e tiver , no máximo, 4 funcionários.

Senhores Legisladores:

Os profissionais de informática, em especial aqueles que dedicar-se-ão a start-ups, tem uma renda mensal média de 12 mil Reais. Ou seja, uma empresa com faturamento trimestral de R$30 mil, não será capaz de contratar um bom funcionário sequer, quanto mais 4. Não confunda microempresas com empresas de informática, nestas últimas o maior capital não está nas instalações, não está nos estoques, está, sim, na cabeça de seus funcionários que, pelo grau de especialização exigido, são profissionais caros, quando comparados à média salarial nacional.

Por outro lado, a limitação de contratação a 4 funcionários é um contrasenso, pois deveríamos, como país, incentivar a contratação, não limitá-la!

Assim, excelente proposta, Lei com um espírito nobre, porém com uma execução pobre, pois não reflete a realidade do mercado informático e, no fim das contas – mantida como está, será só mais uma Lei sem propósito.

 

(imagem do cofrinho, licença livre, pode ser baixado em: http://fc01.deviantart.net/fs71/f/2014/295/d/a/pig_bank_by_altercom-d83sdl6.svg)

 

set 232014
 

Rede_SemânticaMuito se fala, e já há bastante tempo, sobre web semântica.

A coisa ficou tão popular que até nossos clientes pedem produtos “semânticos”…

Mas o que vem a ser isso?

Antes, vamos tratar do que é propriamente semântica:

 

Semântica está relacionada com o idioma, com a linguística. Como comparativo: enquanto a gramática estuda as regras de determinado idioma, enquanto a ortografia estuda a forma correta de escrever (representar) cada vocábulo deste idioma, a semântica se ocupa do sentido das palavras, do que querem dizer.

Assim, como em programação usamos uma linguagem, de máquina é verdade, mas ainda assim uma linguagem, programar de modo semântico e usar cada elemento daquele linguagem para o fim que ele foi criado, respeitando seu sentido, sua semântica.

Para ilustrar: Nos primórdios da web cada página era escrita na unha, um site com várias páginas tinha cada uma elas escritas no braço, era basicamente só HTML, e, nesta época, criativamente usávamos tabelas <table></table> para marcar a diagramação, assim, cada elemento na tela correspondia a uma célula , ou grupo de células, de tabela.

Com o CSS e as DIV, tal prática restou há muito ultrapassada, bem, nem tanto, ainda há muitos sites que usam tabelas para diagramar seu conteúdo.

Assim, programar de modo semântico, usando o HTML como exemplo, ok, eu sei que é linguagem de marcação e não programação, mas serve de exemplo, é usar cada coisa em seu sentido literal, ou seja, a tag <table> deve mesmo se referir a uma tabela, o parágrafo a parágrafo, a label a uma etiqueta e assim por diante.

É isso.

Para aqueles que gostam de saber um pouquinho mais:

Programar (ou marcar) de modo semântico é essencial para a internet atual por motivos diversos, tratemos de apenas dois:

Leitores de tela. Sim, há pessoas com deficiência visual que dependem dos leitores de tela para navegar na web, se marcar sua página de modo a contrariar a semântica, seus sites serão inacessíveis. Não me parece uma boa ideia.

Web Dinâmica: creio que já não existam mais páginas estáticas na web, todas são geradas dinamicamente, e convenhamos, gerar páginas através de linguagem de programação de modo não semântico é, pelo menos, umas 30 vezes mais trabalhoso, assim, pelo bem do seu trabalho, seja semântico no momento da programação.

Para ficar ainda melhor entendido, a semântica, como área de estudo, analisa as palavras de três modos:

Sinomínia: Quando palavras distintas tem o mesmo significado:

  • A garota recusou o presente.
  • A menina não quis o presente.
  • A mocinha rejeitou o presente.

No caso, as três frases, alterando palavras, mantém o mesmo sentido, assim garota, menina e mocinha e recusou, não quis e rejeitou, cada qual em seu grupo, mantém sinomínia semântica;

Antonímia:

  • A menina aceitou o presente.
  • A velha rejeitou o presente.

No caso, tanto menina x velha como aceitou x rejeitou são antônimos, possuem significados antagônicos.

Homonímia (ou Polissemia):

Aqui a coisa complica. São por estas particularidades do idioma que ainda é difícil programar máquinas para compreenderem a linguagem natural:

  • A menina chutou a bola;
  • A menina deu bola para o rapaz;

A mesma palavra (bola) adquire sentido completamente diverso a depender do contexto.

Encerramos por aqui com a esperança de ter ajudado um pouco na compreensão da semântica, claro que longe de esgotar o assunto, porém, com o aviso: o domínio da semântica é essencial para os profissionais da informática, especialmente se pensamos em partir para a inteligência artificial.

Recomendamos para iniciar: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sem%C3%A2ntica

É isso, de novo!

ago 292014
 

Um algoritimo é fácil de entender (só que não…), no caso, aproximadas 40 variáveis, modificadas de forma precisa, transformam uma imagem de dia para noite em um clique, de verão para inverno e muito mais.

teaser400ppi

 

 

Excelente ideia, pena que não encontrei o algorítimo para estudá-lo, mas alguns detalhes podem ser obtidos na página: https://news.brown.edu/articles/2014/08/photo.

 

 

ago 292014
 

Pense naquela cena de câmera de segurança, onde duas pessoas conversam ao longe, perto delas há um saco de lixo e, pelas imagens (sem som, é claro) pela vibração deste plástico perto, a máquina recria o som e ouvimos a conversa!

Ficção? Não, bem, quase não.

Com esta cena, de baixa qualidade, ainda não é possível extrair o som, porém, quando a imagem apresenta uma qualidade maior, ou é gravada com câmeras de alta qualidade, pesquisadores do MIT conseguiram recriar o som, usando somente as imagens. A tecnologia, ainda experimental, certamente será uma nova arma investigativa em breve.

Mais tecnologia, menos privacidade!

Veja o vídeo para entender melhor: